Mais um trabalho em progresso no nosso estúdio de tatuagem em Matosinhos: um retrato realista em preto e cinza de uma Catrina, tatuado no braço, executado por Joaquim Cruz.
A Catrina nasceu no início do século XX pelas mãos do gravador mexicano José Guadalupe Posada, como uma caricatura satírica da alta sociedade da época — um esqueleto vestido com chapéu e adereços elegantes, lembrando que a morte não distingue ricos de pobres. Décadas depois, o muralista Diego Rivera elevou a figura a símbolo nacional mexicano, e hoje a Catrina é uma das imagens mais reconhecíveis do Día de los Muertos, celebrada em todo o mundo pela sua estética entre o macabro e o elegante — um motivo particularmente rico para o realismo em preto e cinza.
Este tipo de peça exige um equilíbrio cuidado entre o realismo do rosto e o detalhe simbólico da pintura característica da Catrina — sombras, texturas e traços finos que se constroem ao longo de várias sessões até à peça final.
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Tatuagem executada por Joaquim Cruz.