Tatuagem realista da Justiça, executada em Matosinhos por Joaquim Cruz, com um detalhe pouco comum: a pedido da cliente, a parte inferior do rosto da figura clássica foi substituída pelo seu próprio rosto — juntando o simbolismo tradicional da Justiça (venda nos olhos, coroa de louros) a uma identidade real e reconhecível, o retrato da própria.
O maior desafio técnico desta peça foi o sombreado: a transição entre o rosto esculpido da Justiça (pele lisa, idealizada) e as feições reais da cliente (lábios, queixo) tinha de ser natural, sem quebrar a leitura da imagem como um todo. É um dos exercícios mais interessantes do realismo em retrato — trabalhar duas texturas de pele diferentes na mesma peça sem que pareçam coladas uma à outra.
O trabalho foi feito a preto e cinza, técnica principal do estúdio. Pode ver outros exemplos deste tipo de trabalho na página de realismo do Joaquim Cruz.
Tatuagem executada por Joaquim Cruz.
